Quem criou o conceito de “terrible twos” não conhecia uma criança de 3 anos...⁣ ⁣

Quem criou o conceito de “terrible twos” não conhecia uma criança de 3 anos...⁣ ⁣

Tanta gente falava do “horror” que era a chegada dos dois anos que com um ano da minha filha já comecei a ficar de cabelo em pé.⁣ ⁣

Fui estudar ainda mais, reli livros da época da faculdade e da pós-graduação sobre apego e desenvolvimento humano, me informei sobre a tal “adolescência dos bebês”, fiz cursos sobre primeira infância, queria estar preparada para quando os terríveis dois chegassem.⁣ ⁣

Os dois anos chegaram. Algumas coisas mudaram, lógico, ela estava em pleno crescimento e desenvolvimento, tudo mudava todos os dias. Em uma velocidade quântica.⁣ ⁣

Mas segui aguardando os terríveis dois, dia após dia.⁣ ⁣

E eles chegaram.⁣ ⁣

Aos três anos.⁣ ⁣

Quem criou o conceito de “terrible two” não conhecia uma criança de 3 anos.⁣ ⁣

Em alguns momentos eu pensava “Cadê minha filha? Quem é essa criança? Quero minha filha de volta!”⁣ ⁣

Aos três anos elas falam muito mais, se posicionam de forma mais ativa, tem respostas e argumentos para t-u-d-o, desafiam o tempo todo, testam o limite delas e os nossos a cada minuto.⁣ ⁣

Tem momentos que não tem teoria, livros, respiração, meditação, paciência que deem conta… aí criamos alguns mantras: “é fase”, “vai passar”, e entramos em um looping frenético de repetição. O mantra vem na hora do almoço, do jantar, na hora do banho, enquanto dirigimos, no parquinho, na hora do xixi (do nosso xixi) “é fase”, “vai passar”, “’é fase”, “vai passar”, “é fase”, “vai passar”…⁣ ⁣

Confesso que no fundo, morro de orgulho a cada resposta criativa dela que nem eu teria, a cada sacada simples e inovadora que minha filha dá para situações do dia a dia, as estratégias que ela cria para favorecer as situações a favor dela e cada respostinha na ponta da língua.⁣ ⁣

Mas definitivamente, quem criou o conceito de “terrible two” não conhecia uma criança de 3 anos.⁣ ⁣

E talvez eu é que ainda não conheça o que é ser mãe de uma criança de 4 anos… de 5, 6, 7, 8……………………..⁣

⁣ ⁣

Arieli Groff

Mãe da Maitê, Psicóloga, Especialista em Processos de Luto e Intervenções em Crises, Ativadora de Potencialidades, Palestrante e Escritora. 

Comentários